A Verdadeira Religião

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“Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes,  enganando o seu coração, a sua religião é vã. A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta; Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se incontaminado do mundo” Tiago 1.26-27.

Religião aqui deve ser entendida não como um corpo de doutrinas, mas de uma postura adequada diante de Deus, ou seja, qual a forma verdadeira de culto que agrada a Deus. Tiago nos adverte que se pensamos ser religiosos sinceros, mas não atentamos para as três verdades aqui descritas nossa religião é vã.

A primeira manifestação de uma adoração sincera é manter a língua refreada. Quantos “santos fofoqueiros” e quantas “santas faladoras” encontramos nos arraiais evangélicos. O próprio Jesus nos adverte em Mateus 12.37 “Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado”. Isso tem faltado a muitos seguidores de Jesus: sobriedade no falar, piedade no relacionamento com o mundo e austeridade nas palavras.

O termo hebraico para palavra é “Dabar”, que significa a extensão de nossa personalidade. O judeu entendia que o que uma pessoa é ela fala. O seu caráter fica explicito nas palavras.  “A boca fala do que o coração está cheio”.  O cristão verdadeiro não fala por falar, ele não aumenta, ele não difama, ele não sente satisfação em passar para outros notícias desagradáveis, não exulta com infâmias, não julga pois não tem esse direito.

A segunda manifestação de verdadeira adoração a Deus é “Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições”. Muitos cristãos são levados a pensar que o culto que agrada a Deus é só o momento de culto na igreja. Tiago não nos ensina só uma religião mística,  de contemplação, que a tantos faz bem, mas que isoladamente não prova muita coisa.

“Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições” é manifestar simpatia e solidariedade aos que sofrem privações (materiais, físicas, emocionais e espirituais). As pessoas não são somente almas para salvar, mas reais, concretas, com necessidades em todas as áreas da vida. A palavra visitar no grego é “episképtomai”, que significa “visito para socorrer”. E isso não é só manifestar solidariedade ou orar.

É uma visitar para prover as necessidades da pessoa integral. Convenhamos que é bem mais fácil falar ou orar do que desembolsar bens e dinheiro, levar ao médico, ajudar nas tarefas do lar, etc. A oferta que agrada a Deus é socorrer os necessitados. Em Atos 10.38 lemos sobre Jesus “...com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele”. Jesus de Nazaré andou fazendo o bem.

A religião que cuida apenas das necessidades espirituais, encarando o homem como um ser descarnado, não é muito proveitosa.

O terceiro aspecto da religião verdadeira é “guardar-se incontaminado do mundo”.  Os dois conceitos ensinados no verso 27 não podem ser separados. Bondade e santidade devem andar juntas. Alguém bom que não seja santo cairá quando as tentações se avolumarem.

Alguém santo que não pratique a bondade é incoerente. A santidade não pode ser só no semblante doce, mas uma atitude para com Deus, que inevitavelmente refletirá nas atitudes para com o próximo. Santidade e insensibilidade não devem caminhar juntas no cristão.

Língua moderada, construtiva somente, amor ao próximo expresso por atitudes concretas, reais, e não somente lamentação, e busca da santidade incessante, esta é a religião verdadeira, na pratica, e não uma religião mística de adoração e contemplação.

Tenham uma excelente semana!                                  

 

 

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